Sobre o preconceito
É um fato, o ser humano sempre quer parecer bem “na fita”. Ser o mais bonito, forte, inteligente e rico. E esse fato é tão interno de cada um, que mesmo pessoas menos favorecidas nessa escala de aparência vazia e insana, tentam se mostrar melhores.
Pessoas que se dizem “mais magras que você”, ou o “eu sou mais clara que ele”, e por aí vai. A questão é: e daí? Mais alta, mais baixa, mais magra, mais gorda, mais morena, mais loira,... e daí? Não me importa em absoluto, a aparência de uma pessoa. Nem tampouco o fato de eu ser melhor ou pior que alguém.
Existe muito mais na vida do que tentar apenas ter uma aparência externa. Não, não quero ser melhor que ninguém. Quero é ser feliz, completa e realizada. E não serei feliz completa e realizada pelo simples fato de me achar melhor que outra pessoa. E outra coisa, achar, não quer dizer necessariamente que seja.
Essa semana vi um filme na HBO, que me fez pensar. A protagonista era gorda e batalhou para ser a rainha da escola. No meio do caminho ela disse uma frase que me fez pensar. Uma repórter negra a estava entrevistando e disse que sabia o que era preconceito, porque estudou numa escola de brancos. E ela respondeu algo como: “aposto como ensinavam as crianças que preconceito é feio. Mas o gordo é o preconceito possível. Todos podem ter preconceito porque você é gorda.” E olha, isso é um fato. Ainda existe o falso preconceito: é por causa de sua saúde, como se alguém tivesse responsabilidade por isso.
Temos que parar com o preconceito, de todos. Não me importa mesmo quem é mais bonito, mais alto. mais loiro e mais rico, ou mais forte ou mais magra. Sabe? Isso não leva a nada. Você pode fazer de conta que é mais magra, mais poderosa, mais rica que sua vizinha, amiga ou irmã. Pode mesmo acreditar que isso lhe fará mais feliz. Mas não é isso que traz felicidade.
Sabe o que traz felicidade? O fato de que você se ama, seja lá como for. O fato de que você tem a consciência tranqüila, que faz o que é possível. O fato de que procura manter uma boa energia à sua volta com palavras, atos e ações. E não é, apontando o dedinho para o “outro” que lhe fará mais feliz. Não é puxando para baixo o outro, com sou mais magra, mais bonita ou mais sei lá o que. Que lhe permitirá ser feliz.
Tenho visto gente por aí, que ao invés de se melhorarem enquanto pessoas, de treinarem e se tornarem mais eficiente em diversas coisas, preferem sentar e falar mal do trabalho do outro. O parâmetro é o mesmo do preconceito. Aceite o outro como ele é, não o julgue ou o condene por ser diferente de você mesmo. E também, não tente de maneira cruel e mesquinha, tentar mostrar que você é mais magra, mais loira, mais bonita ou melhor em algo. Porque veja você, se não for, só estará demonstrando sua inveja e mesquinhez. E se for... olha à sua volta, tem certeza mesmo que é a melhor no parâmetro que está humilhando e ofendendo seu amigo/amiga? Tem certeza mesmo que não existe ninguém melhor que você?
- Postado por: Jussara às 11h12
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